A razão por meio da ciência

Fabiano Agrela Rodrigues

Microinfartos cerebrais corticais
estão relacionados à atrofia cortical perilesional

Indivíduos com microinfartos cerebrais corticais (CMIs) apresentam atrofia cortical perilesional em uma grande área e isso pode comprometer a cognição que está relacionada ao CMI. Mesmo que estes já tenham sido relacionados ao declínio cognitivo em indivíduos com doenças como a demência, os mecanismos sobre essa relação ainda não são compreendidos de maneira adequada.

Estudos já fornecem evidências que danos perilesionais contribuem de maneira significativa para a atrofia cortical global em pacientes com CMI. Isso pode auxiliar na percepção dos impactos do CMIs na estrutura do cérebro e no desempenho de funções de modo geral.

Os CMIs podem funcionar como marcadores de doenças cerebrovasculares. Por isso é tão importante estudar profundamente a relação entre o CMIs e essas doenças, pois quanto mais compreensão obtivermos sobre o tema, melhor poderemos debater possíveis soluções e tratamentos para as pessoas afetadas.

Os estudos comprovaram que os CMIs afetam a estrutura cerebral além da área lesionada. A presença de CMI também foi associada à redução do comprometimento cognitivo e a espessura cortical global teve um efeito significativo na relação entre a presença de CMI e MMSE.

Ou seja, apesar de saberem da relação entre a presença de CMI e o declínio cognitivo, somente agora a ciência começa a explorar tais fatos de maneira aprofundada. Mais uma vez, podemos perceber o quanto é fantástico o que descobrimos quando começamos a estudar o cérebro profundamente. É um local no qual as descobertas nunca cessam, por isso, acredito que mudanças transformadoras estão por vir.


Neurociência no tratamento dos transtornos depressivos

A neurociência é a parte da ciência que estuda o sistema nervoso, principalmente o cérebro. Entender o sistema nervoso humano e suas limitações, é uma chave crucial para melhor tratar transtornos como a depressão. O cérebro doente desenvolve um corpo doente e um corpo doente desenvolve um cérebro fraco em todos os aspectos.

Um bom funcionamento do sistema nervoso se pauta em uma boa conexão entre neurônios, dendritos, corpo celular, axônios e fenda sináptica. Quando a conexão do SNC falha, promovem-se alterações demonstradas pela ausência, redução ou excesso de neurotransmissão ou tempestades elétricas. Estudos apontam que 1 a cada 5 pessoas podem apresentar doença mental durante a vida e aproximadamente 4% da população sofre de transtorno mental crônico grave.

Atualmente, a depressão tem sido considerada o grande mal que afeta a sociedade civil. A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que, no mundo todo, cerca de 350 milhões de pessoas convivem com a depressão, classificando o quadro, inclusive, entre as doenças degenerativas que desenvolvem mortes prematuras. A depressão não é um problema nos neurotransmissores e sim um problema anatômico do cérebro, que prejudica o funcionamento dos neurotransmissores. O cérebro é plástico, logo, traumas ou impactos constantes no humor podem moldá-lo de maneira prejudicial.

A depressão é caracterizada por uma aflição orgânica, psicológica, ambiental e espiritual. É uma espécie de angústia que impacta diretamente no humor e é seguida por perda de interesse, de prazer e alegria na vida. Com a angústia e a aflição, a pessoa desenvolve dores físicas e psicológicas, gerando um ciclo de sofrimento tão intenso que parece não ter fim.

Além disso, os pacientes têm que enfrentar preconceitos que podem agravar o quadro sendo, muitas vezes, visto como um preguiçoso ou acomodado pelas pessoas que estão próximas a eles. Ou seja, ao invés de receber socorro, recebem mais uma dificuldade para driblar. É importante ressaltar que, sem o devido tratamento e atenção médica de qualidade, os pacientes apresentam recaídas e um ciclo de euforia e retorno do quadro depressivo até pior do que o anterior.

Por isso, compreender os aspectos neurobiológicos dos transtornos mentais são importantes para a aproximação da neurociência e da psiquiatria. Ainda é necessário avançar em tratamentos melhores, mais rápidos e eficientes. Estudos de terapia como a EDMR, que estimula o cérebro a processar memórias perturbadoras, estão ganhando espaço no tratamento para alívio dos sintomas. Vários aspectos estão sendo compreendidos pelos clínicos e cientistas, permitindo uma melhor compreensão do estado crítico nos transtornos de humor e abrindo caminhos para a busca de técnicas mais eficazes de diagnóstico, tratamento, prevenção suicídio e eventuais sequelas cognitivas.

Link do estudo: https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v5i6.1149


Estudo revela a importância de gene na incidência do Parkinson

A doença de Parkinson, caracterizada por tremores, instabilidade muscular, rigidez, contrações e outros, é um problema global que afeta todas as etnias e, uma vez instalada, representa inúmeros prejuízos para os pacientes e para a economia e saúde mundiais de forma geral. O estudo de associação genômica ampla (GWAS), revelou que a incidência da doença está crescendo no mundo todo, porém, nos Estados Unidos, por exemplo, foi percebido um maior número de casos de Parkinson relacionados a pessoas latinas e hispânicas.

O estudo abrangeu materiais recolhidos do Uruguai, Peru, Chile, Brasil e Colômbia e os resultados apontaram que pessoas hispânicas e latinas têm uma tendência de terem uma mistura padrão de três vias: africana, europeia e ancestrais nativos americanos. Além disso, foi percebida uma maior estimativa de hereditariedade do que nos europeus.

Estima-se que para uma pessoa desenvolver a doença de Parkinson, 50% dos fatores são relacionados ao ambiente e a qualidade de vida como alimentação, poluição e estresse e os outros 50% são relacionados à genética. Dentro do nosso DNA existem pequenas diferenças, chamadas de polimorfismos e estas podem aumentar ou reduzir riscos de algumas enfermidades.

A pesquisa foi feita para explorar a genética da doença de Parkinson na América Latina, o que representa um importante passo por considerar as individualidades de pessoas miscigenadas, o que pode levar a revelar dados que se apliquem diretamente às nossas particularidades.

De acordo com os resultados obtidos, o gene SNCA, que abriga a proteína alfa-sinucleína, tem áreas associadas ao surgimento da doença. Além disso, outros dois genes foram apontados como relacionados à doença de Parkinson, porém na análise específica para indivíduos com ancestralidade ameríndia e africana. Essas descobertas demonstram a importância de incluir outras etnias nos estudos da doença de Parkinson. Pois, talvez assim, possa-se caminhar em direção a descoberta de uma cura.


Perda progressiva de memória em pacientes recuperados da Covid-19

Mesmo anulando a hipótese da Sars-CoV-2 / Covid-19, já estávamos a sofrer devido às dificuldades na memorização. A cultura de um povo, vinculada à ansiedade e como esta é conduzida, assim como fatores genéticos, são precursores para as consequencias/sintomas que podemos observar em pacientes recuperados da Covid-19, entre eles, dificuldade de concentração, raciocínio e memória. Neste artigo, de forma resumida, escrevo sobre a relação do novo coronavírus, Covid-19, com o sistema nervoso central, que pode resultar em sequelas permanentes ou progressivas no foco atencional, compreensão, memória e como tentar reverter este quadro mediante a neuroplasticidade cerebral. Efeitos da infecção também têm relação com uma maior propensão a episódios de trombose, AVC, insuficiência renal e cardíaca, fibrose pulmonar, entre outros fatores, mas o foco será na minha área, neurociência e mais especificamente na memória.

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), no Brasil, mostrou que 80% das pessoas recuperadas da Covid-19 apresentaram perda de memória. Solicitei aos psicólogos membros do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), um relatório dos recuperados e também relataram um alto índice desses sintomas como; dificuldade de concentração, problemas de compreensão, sonolência, falta de equilíbrio, problemas no raciocínio e na memória. Os dados do Brasil não necessariamente refletem os mesmos números percentuais de outros países uma vez que outros fatores interferem, entre eles, o facto do brasileiro ser considerado o povo mais ansioso do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um estudo no centro médico académico Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, publicado na revista médica “Alzheimer`s Research & Therapy” aponta que a Covid-19 é capaz de provocar neuroinflamações semelhantes às causadas pela doença de Alzheimer, comprovando que o vírus pode ter impacto em vários genes ou vias envolvidas na neuroinflamação e lesão microvascular cerebral. Este estudo confirma que proteínas presentes no Sars-CoV-2 / Covid-19 permitem que o vírus ultrapasse a barreira hematoencefálica, que é uma estrutura de permeabilidade altamente seletiva que protege e bloqueia a entrada de substâncias neurotóxicas no sangue para o cérebro.

Uma análise de dados publicado na revista científica “The Lancet Psychiatry” com dados de 236.379 pacientes, revelou que um a cada três infectados pelo Covid-19 foram diagnosticados com efeitos neurológicos seis meses após a infecção. Outros estudos apontam casos de sequelas neurológicas em pessoas com outras doenças como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars-CoV-1), Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) com comprometimento continuo de memória e défices cognitivos. Há então relação das doenças respiratórias mais graves com o foco atencional para um processo de memorização. A névoa no cérebro, impedindo a capacidade de pensar com clareza, foram os relatos de diversos pacientes.

A atenção, a depender do tipo, envolve regiões no cérebro como a formação reticular e suas ligações como as áreas frontais, estruturas límbicas, tálamo e os gânglios basais, quando é um sistema ativador reticular ascendente ou rede de alerta. Áreas relacionadas com o córtex parental posterior, núcleo pulvinar lateral do tálamo e o colículo superior no sistema atencional posterior ou rede de orientação. Área relacionada com o córtex pré-frontal dorsolateral, córtex orbito-frontal, córtex cingulado anterior, área motora suplementária e o núcleo caudado no sistema atencional anterior ou rede de execução, ou seja, o foco atencional tem relação com o sistema límbico, núcleos da base no cérebro e os córtices. Analisando o cérebro de pessoas com o transtorno mais conhecido da atenção que é o Transtorno por Défice de Atenção com Hiperatividade (TDAH), onde a pessoa tem dificuldade para enfocar, controlar a atenção e na conduta, descobriu-se diferenças anatómicas no núcleo accumbens, no núcleo caudado, no putâmen, na amígdala, hipocampo, tálamo e nas áreas pré-frontais.

As células neuronais precisam de um fluxo ininterrupto de oxigénio para seu correto funcionamento, foi relatado uma queda do nível de oxigénio sanguíneo em alguns pacientes com SARS-CoV-2 que pode ser denominada como hipóxia silenciosa, que tem como sintomas falta de ar, fadiga, desorientação, confusão, perda de memória, problemas cognitivos, entre outros. Os astrócitos podem modular a respiração liberando ATP que age em um receptor específico no neurónio controlando a respiração. Essa relação dos astrócitos, “ajudantes” dos neurónios e o sistema respiratório, justificam os danos cerebrais consequente a doenças respiratórias graves.

Os astrócitos são células gliais que servem como suporte protegendo, sustentando e nutrindo os neurónios através da corrente sanguínea. O SARS-CoV-2 o usa como veículo para infectar o cérebro, mesmo esta glia tendo a função de manter as partículas nocivas à distância. Os astrócitos são infetados pelo vírus porque expressam a proteína ACE2 a que o vírus se "agarra". As mitocôndrias dos astrócitos, responsáveis pela produção de energia, se alteram devido a diminuição dos níveis de piruvato, como consequência do lactato pelo maior consumo de glicose da célula infectada, influenciando neurotransmissores como glutamato, relacionado com a memória e o aprendizado e o GABA, inibidor de disparo excessivo que promove a sensação de calma e relaxamento.

A perda de memória é relatada em muitos casos e em alguns pode ser irreversível como qualquer modificação no organismo, mas o cérebro é plástico, podendo recuperar o funcionamento mediante práticas que favoreçam a neuroplasticidade. Exercícios para melhorar a função cognitiva podem ajudar a combater o problema, a depender do caso, pode ser necessário o uso de medicamentos e/ou suplementação. O treinamento cerebral envolve aprender coisas novas, saindo da zona de conforto com mudança de hábitos, exercícios, dieta direcionada à memória, exercícios de lógica e jogos de memória.


Estamos vivendo um coletivo de transtorno de personalidades dramáticas

Fatores sociais, hábitos do cotidiano, uso exacerbado de aparelhos tecnológicos, estresse, conflitos pessoais, além, é claro, de fatores genéticos, podem alterar o funcionamento do cérebro. Apesar de estar sempre em mudança e em busca de adaptações, os transtornos de personalidade que afetam diretamente esse órgão, como o narcisista e o histriônico, eram vistos pela ciência apenas como patológicos inatos, ou seja, nasciam com a pessoa. Porém, um estudo recente questionou a tese e comprovou que, assim como outros transtornos de personalidade, tais distúrbios podem ser decorrentes de fatores adquiridos, inclusive na fase adulta e relacionado com esses hábitos.

Vale ressaltar que o transtorno de personalidade pode ser natural ou patológico, levando a outras vertentes que prejudicam a saúde mental, bem como a expressão comportamental em sociedade. O estudo "Neuropersonalidade e neuroterapia" mapeou esses comportamentos e os neurotransmissores relacionados a cada um deles, criando assim, um tipo de terapia personalizada e baseada no perfil bioquímico do paciente.

Os neurotransmissores são mensageiros químicos que podem transmitir, estimular e equilibrar os sinais entre os neurônios ou outras células do corpo e esses bilhões de mensageiros químicos podem afetar uma variedade de funções físicas e psicológicas como frequência cardíaca, apetite, sono, medo, emoções respiração, aprendizagem, concentração entre outras diversas funções.

A partir de conhecimentos prévios e de relatos de pacientes, foi criada a chamada neuroterapia, um tratamento personalizado com o determinante bioquímico, ou seja, os neurotransmissores específicos a cada personalidade. Todos os neurotransmissores estão envolvidos em processos que resultam na personalidade. A rede neural é conectada e o mau funcionamento de um neurotransmissor pode acarretar mau funcionamento de outros. Ou seja, foi comprovado o que já havia sido previamente revelado pela neuroplasticidade, onde novas conexões são formadas, formatando assim uma personalidade relacionada às disfunções no sistema límbico do cérebro acarretando em transtorno de personalidades dramáticas, como Borderline, Histriônica, Narcisista, entre outros.

Há, atualmente, um coletivo de transtornos de personalidades dramáticas que tem como alguns sintomas: se fazer de vítima, pensar ter razão o tempo todo, não buscar conhecimento pleno, manipulação, incoerência, memória prejudicada, dificuldade no foco atencional, oscilações de humor, selecionar culpados sem analisar a si mesmo, falta de empatia, tentar chamar a atenção, provocadores, sensação de merecimento, inveja, arrogância, entre outros.

A teoria da neuroterapia foi criada com o determinante bioquímico, ou seja, com foco nos neurotransmissores específicos à personalidade, já que está relacionada aos agentes bioquímicos que conduzem todo o funcionamento para todos os processos relacionados ao comportamento.

A neuropersonalidade é uma neuroanatomia da construção da subjetividade, como identidade; e a neuroterapia um processo terapêutico que visa uma melhor eficácia trabalhando diretamente na razão, no foco ou nas nascentes originárias que resultam em síndromes, transtornos ou doenças. Porém, há obstáculos para o tratamento de transtornos com vínculo narcisista pela falta de consciência do paciente. Assim como a permanência da razão abstrata, a construção de uma realidade paralela e ficcional por parte de pacientes acometidos por Transtornos de Personalidade.

Deste modo, o tratamento direcionado aos traços característicos destas personalidades e aos neurotransmissores específicos pode, junto a assertividade dos processos terapêuticos, trazer uma eficácia em um período menor, simplificando o tratamento. Principalmente quando levamos em conta o fator ansiedade, que contribui para a falta de colaboração do paciente, como também pelo fato de pessoas com transtornos necessitarem de uma visão clara do resultado para não haver uma desistência do tratamento. O tipo de manejo com protocolo determinado para cada tipo de transtorno garante o engajamento do paciente, assegurando com isso o sucesso do método Neuroterapia.

Saiba mais aqui:
https://www.ijmcer.com/wp-content/uploads/2021/09/IJMCER_BB0340271279.pdf 


O estilo musical de pessoas inteligentes

“Sem música a vida seria um erro”, já disse o filósofo primaz Nietzsche, em 1889. A manifestação sonora, porém, muito antes da constatação do pensador, já era capaz de unir povos, demarcar crenças e costumes e estabelecer identidades culturais. Segundo relatos, seu surgimento pode ser datado ainda na pré-história, até mesmo antes da formação da linguagem e do aparecimento da agricultura. Hoje, todavia, apreciada pela maioria da população, a música também é instrumento de avaliação sobre a personalidade de um indivíduo, como, por exemplo, ser possível, por meio dela, categorizar qual estilo é mais apreciado por pessoas com QI elevado.

Levando em consideração que somos mais inteligentes que os demais animais devido ao desenvolvimento do lobo frontal, onde há no córtex pré-frontal humano a chamada sinaptogênese, intensa comunicação entre neurônios num processo de formação, fortalecimento e eliminação de conexões sinápticas que estão relacionadas com a habilidade de raciocinar sendo esta região responsável pelo comportamento social e raciocínio lógico, logo, não há outra maneira de definir o estilo musical de pessoas inteligentes que não seja entrevistando pessoas cujo alto QI foi comprovado em testes válidos.

No estudo “O estilo musical de pessoas inteligentes”, o objetivo era compreender a preferência musical de pessoas com QI acima do percentil 98 (que equivale a acima de 130 pontos pelo teste WAIS), em diferentes ocasiões e a razão pela predição do estilo.

A pesquisa foi realizada com um grupo de 50 pessoas dentro da categoria estabelecida que responderam à pergunta: Qual seu estilo musical preferido? Lembrando que, como conceito de inteligência gera sempre muita discussão, já que muitos falam dos diferentes "tipos de inteligência", também por isso criei a definição de inteligência DWRI (veja mais em Tecmundo). Já que sim, existem tipos de inteligência, mas existe uma inteligência lógica que orquestra todas as demais e esta só pode ser medida através de teste de QI, utilizados em todos os países do mundo.

Para analisar as respostas, foi preciso compreender qual a influência da música no cérebro, já que é sabido que processamento musical é envolvido por percepção musical, reconhecimento e emoção, e que o córtex cerebral auditivo primário e o giro temporal superior são responsáveis por trazer a percepção musical.

O córtex primário é sensível à percepção do tom, a associação auditiva está relacionada ao processo de melodia e não lineares como harmonia e que o ritmo está relacionado ao cerebelo, gânglios basais e lobos temporais superiores.

Em relação ao reconhecimento memorial musical e a emoções ligadas à música estão envolvidas as partes do cérebro como: órbito-frontal e o sistema límbico. Sendo assim, partimos do pressuposto de que a música consegue ativar diversas áreas cerebrais.

O estudo foi realizado através de entrevistas qualitativas com amostra de conveniência. Concluiu-se que o estilo rock, seguido pelo heavy metal são os preferidos das pessoas mais inteligentes, e que a música instrumental clássica é a mais utilizada em momentos de estudo e concentração destes.

Por fim, após a entrevista e a conclusão, sugere-se a realização de estudos com população amostral maior e um grupo controle, para a retirada de vieses de pesquisa, no entanto, pode-se concluir que pessoas inteligentes preferem estilos musicais mais elaborados e fundamentados na teoria musical e que gêneros mais “populares” não são apreciados por estas pessoas.

Saiba mais aqui:
https://cpahjournal.com.br/index.php/cpahofhealth/article/view/33/79 

Fabiano de Abreu Rodrigues é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia. (ver CV)


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